terça-feira, 13 de março de 2012

Mais uma égua resgatada do abandono e maus tratos. Agora precisaremos de um lar pasra aposentá-la...

 Amigos! Finalmente a nossa "Sagrada Vitória' teve alta do Hospital Veterinário da UFMG. Muito melhor agora, depois de tratada. Ficará albergada em um haras hotel, até que localizemos "fieis depositários" com disposição de aposentá-la pelo resto de sua vida. Obrigado a todos que ajudaram neste caso. Sem a ajuda de vcocês não seria possível salvá-la. Meus agradecimentos à equipe (Tião, Professoras, Renata, Maristela, drª Jaqueline, Álvaro) do setor de grandes animais do Hospital Veterinário da UFMG, e seu diretor professor Roberto Barakat. Outros  animais estão necessitando de socorro. Um carroceiro me procurou. Está se aposentando e quer aposentar seu cavlo também. Me pediu ajuda para conseguir uma família com sítio, fazenda, etc, onde possa aposentar seu companheiro de longa data. Graças à seu cavalo. criou quatro filhos. Quem puder ajudar, faça contato.


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Dia 13/03/2012

Esta égua estava vagando ferida pela avenida Cristiano Machado desde sábado, quando recebi a ligação de uma senhora pedindo socorro. Como estava fora em outro resgate, a orientei sobre como proceder para socorrê-la. Porém, a pessoa nada fez. No domingo pela manhã recebi a chamada do Sargento Amaro da Polícia Ambiental, que havia sido empenhado na ocorrência, pedindo-me apoio para resgatar a égua que a esta altura já estava no Sagrada Família e apresentava um grande corte no baixo ventre, com intenso sangramento e bicheiras. O dr. Fernando Pinheiro até esteve lá, mas só aplicou Bactrovet no ferimento. Parti para lá, depois de tentar por horas o aluguel de um caminhão para transporte de cavalos ou uma cerretinha própria, mas sem sucesso aluguei um caminhão normal. Porém, todas as nossas tentativas para embarcá-la foram em vão. Decidimos então deixá-la no pátio do prédio em frente até a manhã seguinte quando consegui o caminhão do CCZ com a equipe de recolhimento do Curral, e então a embarcamos e levamos para o Hospital Veterinário da Federal, onde ficou internada recebendo todo o atendimento necessário. Em breve precisarei de um depositário fiel com sítio ou fazenda , onde ela possa viver o resto de seus dias pastando em tranquilidade, sem chicote ou o peso duro da carroça, e assim tenha o mesmo destino da éguinha Magali. Precisarei também de ajuda para bancar a internação no Hospital Veterinário da UFMG. Qualquer ajuda será muito benvinda! A batizamos de Sagrada Vitória, por motivos óbvios! Quem quiser ajudar, manifeste-se por favor...

sexta-feira, 9 de março de 2012

Amigos! A Magali teve alta do Hospital Veterinário da UFMG e já está em lindo Santuário mantido pelo Projeto "O Lobo Alfa". Que alegria! Não verá mais o chicote ou o peso da carroça em suas costas. Desfrutará de liberdade. Obrigado Crispim e a todos os que ajudarão em mais este resgate.

Magali

Infelizmente, uma história que se repete. Animais de tração não merecem a atenção do poder público. Aliás, nada que não tenha título de eleitor merece a atenção do poder público.

Um dia, alguém postou na rede uma denúncia sobre uma égua maltratada no Bairro Estrela Dalva, que vivia puxando carroça na região. Segundo a denúncia, a égua estava visivelmente debilitada, com uma ferida grave nos olhos e várias outras pelo corpo.

Para investigar o caso, foi armada uma operação conjunta entre o NFDA Núcleo Fauna de Defesa Animal, a Polícia Ambiental Militar e a Delegacia do Meio Ambiente, na qual se apurou a consistência da denúncia, sendo o animal apreendido (resgatado, na linguagem dos protetores) e levado ao um hospital veterinário.

De fato, ela apresentava feridas pelo corpo, provenientes do excesso de peso colocado na carroça, tinha uma grave infecção nos olhos e feridas nos cascos. Até aí, nada que não pudesse ser tratado.

Pior que tudo isso, as marcas de deformação óssea indicavam que a ela foi imposto o peso das carroças, quando ainda era jovem, antes mesmo que seus ossos tivessem a firmeza necessária para suportar a carga. Já nasceu escrava e experimentou as chibatas e o peso do trabalho forçado enquanto ainda era uma potra. Não lhe foi dado tempo pra crescer e se fortalecer.

Ela já tem entre 15 e 20 anos de idade e sofreu toda sorte de agressões e maus tratos.

Seus olhos lacrimejavam em razão da infecção, mas poderia ser também em razão dos anos de sofrimento.

Não se podia dizer que ela é dócil. Passiva e submissa talvez sejam definições mais adequadas. Ainda assim, esboçou resistência na hora de ser colocada no caminhão que a transportaria, indicando que não confiava em humanos. Afinal, quais motivos ela teria para gostar de nossa espécie?

Quando foi vista pela primeira vez, ela comia uma melancia, pois era alimentada com restos de sacolão. Por isso, seu protetor resolveu dar a ela o nome provisório de Magali.

Já no hospital veterinário, se mostrava mais calma, embora ainda arredia.

Seus dentes estavam deformados, o que a impedia de mastigar. A desnutrição era evidente. Engolia pedaços grandes de alimento, que passavam por seu estômago e intestinos sem serem completamente digeridos.

Os dentes foram grosados, permitindo a ela o básico pra se manter viva.

Alguns dias de internação/tratamento e Magali recebia alta médica. Estava longe de ser uma eguinha bem cuidada. É certo que ela ganhará peso, mas não terá jamais a elegância dos cavalos selvagens. Roubaram-lhe a juventude, a beleza, a alegria, a altivez. Roubaram-lhe a vida. Quebraram-lhe a crina.

Não sabemos se ela esquecerá a vida que teve até aqui. Afinal, foram 20 anos de condicionamento.

Faltava agora encontrar um destino pra ela. Precisava de uma justa e tranquila aposentadoria, com pasto, espaço, sombras e sossego. O lugar existia e parecia estar esperando por ela.

Foi embarcada e seguiu viagem, ainda assustada e abatida. Mas seu destino estava muito longe da civilização, em um lugar de difícil acesso. Precisou ser desembarcada pelo menos um quilômetro antes de seu destino, para seguir viagem a pé.

No desembarque, conheceu aquele que viria a ser o seu tratador, ou melhor, cuidador.

No caminho, montanha acima, ela buscava qualquer coisa verde. Era visível a fome e a vontade de experimentar capim novo, colhido na hora. Se ela soubesse o pasto que a esperava no alto da montanha, não perderia tempo com a grama do caminho.

Assim que chegou ao destino, foi recepcionada pelo Casco, um touro que gosta de lamber as pessoas. Ele nasceu no santuário e nunca deixou aquelas terras. Conhece cada pedaço daquele chão.

E, como se quisesse mostrar à Magali que por ali os humanos são confiáveis, decidiu fazer o que mais gosta: lamber o seu tratador. Aliás, se deixar, ele faz isso o dia inteiro. Mas em santuários, os tratadores são de açúcar.

Depois dessa recepção, recebeu ela os primeiros cuidados da Alícia, sua adotante, que já se comprometeu a reservar metade de sua mesada pra comprar petiscos para a Magali. Ela gosta de cenoura, maçã, milho verde e até melancia. Muito apropriado o nome que lhe foi dado e que será mantido.

Mas, de crianças, ela agora receberá apenas os petiscos, mesmo que tenha que dividi-los com um touro intrometido. Não sentirá mais o peso das carroças, de crianças, de nada.

Talvez sinta o peso da vida, da idade, mas desses, não podemos livrá-la.

Um piquete especial todo formado em Tanzânia lhe foi oferecido. Ela começou a pastar e não parou enquanto estivemos por lá.

Uma siriema resolveu aparecer, pra mostrar a ela que a área estava protegida das cobras. Claro que os perigos existem, mas esperamos contar a história da Magali nos próximos anos. Talvez ela ainda tenha alguns anos de vida, quem sabe mais uns 10.

Não importa o tempo que ainda lhe resta. Importa a qualidade da vida que terá.

Não pôde conhecer o bando de cavalos selvagens que vagam por aquelas terras (Tieta, Bolinha e Estrelinha), porque estavam muito distantes quando de nossa chegada.

Como equinos costumam estranhar forasteiros, ela será mantida em piquete separado, até que a turma se acostume com sua presença. Assim que os sinais de agressividade se forem, será colocada junto aos demais, quando então poderá experimentar uma vida que talvez conhecesse apenas em sonhos.

Na despedida, uma última olhada para a Alícia, mostrando que sabia quem a havia adotado. Afinal, gratidão e reconhecimento não são sentimentos exclusivos humanos.

Esta matéria ainda será atualizada. Mostraremos o encontro da Magali com sua nova turma, sua adaptação, seu ganho de peso. Quem sabe conseguimos flagrar um galope, mesmo que discreto?

Esperamos incentivar sitiantes e fazendeiros a olhar estes animais com outros olhos.

Aposentar um pangaré não custa nada, mas faz muito bem à alma.

Mais um resgate de Franklin Oliveira. NFDA Núcleo Fauna de Defesa Animal.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Sucesso a Feira do Melhor Amigo - Edição Especial Nova Lima. Agradeço a todos que participaram. Débora (Estância Animal), Marina, Emília, Fernando e todos os amigos da ong Viva vira-latas! Em breve teremos a próxima!!!

 FEIRA DO MELHOR AMIGO - EDIÇÃO ESPECIAL NOVA LIMA!
 

Para que a feira seja um sucesso, dependemos de vc!!! Participe!!!

Neste sábado dia 03 de março

Local: Pet Shop Estância Animal
Rua:  Mercês Casalarde Vilela, 345 - Ipê - Nova Lima (Após a entrada do condomínio Ouro Velho).
Horário: 10:00 às 15:00


Seja solidário: 

Receberemos doações de produtos para cães e gatos, rações, medicamentos veterinários, casinhas, jornais e caminhas.

Se vc não puder adotar um dos nossos protegidos, albergue provisoriamente, ou apadrinhe um deles.  
Ajude-nos a salvar vidas!
Medicamentos veterinários, rações (para cães e gatos), casinhas, caminhas e telhas de pvc, serão bem vindos.




 


"PARA MIM OS ANIMAIS IMPORTAM"

 : ) POR FAVOR REPASSE A MENSAGEM...Se não quiser receber mais mensagens deste remetente, manifeste-se.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Cadela e filhotes resgatados em escombros de casa desabada em Guidoval, esperam uma família que os adotem.



 





Esta é mãezinha e seus filhotes que foram resgatados nos escombros da casa que desabou nas enchentes em Guidoval. Estão com quarenta dias de vida, e apartir da próxima semana estarão disponíveis para adoção, vacinados e vermifugados. Outros animais também esperam uma oportunidade de serm adotados ou mesmo albergados temporariamente. Por favor ajudem a divulgar!

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Resgate de uma égua maltrada...




 
  
Atendendo a apêlos recebidos sobre a égua maltratada no bairro Estrela Dalva. Depois de agendar uma operação conjunta com a Polícia Ambiental Militar, Delegacia do Meio Ambiente e apoio do Centro de Controle de Zoonoses que disponibilizou um caminhão com equipe para transpotar a égua, estivemos lá para autuar o "dono" da égua e proceder a apreensão. Tudo ocorreu dentro da normalidade, e o tal Carlinhos (dono da égua) foi conduzido à Delegacia onde foi indiciado. A égua foi encaminhada para o Hospital Veterinário onde internei-a e onde receberá toda assistência, até estar em condições de receber alta. Meus agradecimentos a todos que participaram (Sargento Nagibe e equipe, drª Cristina e equipe, Paulinho e equipe), e também a Lídia que me buscou na Secretaria, me acompanhou no Hospital Veterinário e me deixou de volta na Secretaria. Estou feliz por ter tirado mais um ser do sofrimento. Em breve postarei um apêlo para ratear as despesas de internação da égua e a busca de um Fiel Depositário, disposto a aposentá-la pelo resto da vida...

               

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Campanha Franklin no Caldeirão do Huck! "Chama eu!"


De volta a campanha Huck, chama eu!!! Pessoal! Estou em campanha para conseguir um lugar para morar com meus protegidos. A mobilização inicial é para que o Luciano Hulk me chame no Programa Caldeirão do Huck dentro do "Lar Doce Lar". A situação está complicada, pois o comodato do imóvel onde residimos acabou e foi expedido o Mandado de Despejo Compulsório. O pior é que não tenho conseguido localizar um imóvel em lugar não adensado (com muitas residências), mas que também não seja no fim do mundo. Trabalho de 2ª à 6ª na SMMA e preciso de localizar um lugar que não seja tão longe, pois preciso de tempo para tratar dos animais. Por favor, ajudem mandando mesagem para o Luciano através do Face Book: www.facebook.com/huckluciano, www.caldeiraodohuck.globo.com, no Twiter: na hastag: #FranklinnoCaldeirão, ou outros meios que nos façam chegar até ele. Divulguem o blog: www.franklineumassis.blogspot.com, para a produção conhecer o trabalho. Muito obrigado a todos!!!

À procura continua...

Amigos! A maioria já sabe que continuo a procura de um lugar para cuidar dos meus protegidos devido a execução do Despejo que bate à minha porta. Alugar um imóvel para colocar os animais tem sido impossível, pois em todos os que visitei e estava prestes a fechar contrato, não aceitaram pela quantidade de animais que cuido. Então centrei meu foco em financiar um lote ou mesmo um barracão com terreno que possa comportar a galerinha. Um lote já está em vista e estou fazendo uma campanha para completar o valor necessário para fechar negócio. Quem quiser ajudar com qualquer valor será muito benvindo, ainda mais que as despesas com os resgatados nas enchentes e outros, que estão em clínicas e hotelizinhos, não cessam. Por favor ajudem!
As contas para depósitos são: 
CEF: Agência: 2333 - Operação: 001 - Cc: 45.001-9 BB: Agência:3857-1 - Cc: 20.022-0 - Itaú: Agência: 0637 - Cc: 62.754-8 
Ração e medicamentos veterinários também são benvindos!
Obrigado!!!

JORNAL ESTADO DE MINAS - 30/11/2011

AMOR AOS ANIMAIS »
Proteção ameaçada por despejo
Funcionário público procura um imóvel onde possa cuidar dos 48 cães e 11 gatos resgatados após serem abandonados ou vítimas de maus-tratos
Jefferson da Fonseca Coutinho
Publicação: 30/11/2011 04:00



"Tenho consciência de que extrapolei os limites da normalidade pela causa. Mas não dou conta de ver um animal sofrendo" - Franklin Oliveira, que procura um lar para os 59 animais que vivem sob seus cuidados






No número 87, abaixo do nível da Rua Navantino Alves, numa casa de 25m2 e 100m2 de terreno, no Bairro Jardim Pirineus, Região Sul de Belo Horizonte, moram 48 cães, 11 gatos, um homem e uma mulher. Todos prestes a ganhar a rua por determinação da Justiça, que já expediu mandado de despejo compulsório a pedido dos proprietários do imóvel. Franklin Oliveira, de 43 anos, e a mãe, Iracema Soares da Costa, de 63, não se abatem com o fim do comodato da casa, que pertence ao antigo Hotel Taquaril, à venda para pagar dívidas.

Juntos, eles buscam forças e travam uma batalha pela paz da família e de todos os seus agregados. O blogueiro, funcionário público de nível técnico, que já foi presidente da Sociedade Protetora dos Animais, conta que, em 30 anos de militância, cerca de 3 mil animais abandonados já passaram pelos seus cuidados.

Só casos de adoção são 1.600, desde 2004, quando passou a catalogá-los. Hoje, além dos 59 bichos residentes, estão sob sua guarda um cavalo e uma mula, apreendidos pela PM Ambiental por sofrerem maus-tratos.

O cheiro da casa é forte e pode ser sentido da rua. A escadaria que dá acesso ao imóvel precisa ser lavada várias vezes por dia. A lambança é contínua. Quando um termina o “banheiro”, o outro começa. Ainda mais em dia de visita, com a movimentação concentrada à beira da rua. Não é missão para qualquer um.

“Tenho consciência de que extrapolei os limites da normalidade pela causa. Mas não dou conta de ver um animal sofrendo, largado, machucado, precisando de ajuda”, admite. E não dá mesmo. Depois do tom entristecido aplicado à fala para reconhecer seus excessos, Franklin retoma o entusiasmo e a motivação para falar dos casos mais recentes, guardados na cabeça e no cartão de memória da máquina fotográfica.

Lembranças Nas últimas semanas, em andanças pela região metropolitana em busca de uma nova moradia, foram muitos os resgates liderados por ele. Teve até encaminhamento para eutanásia de um caso sem solução.

Por mês, Franklin desembolsa R$ 1.500,00 para manter seus protegidos dignos e em estado de boa saúde. O montante representa parte significativa de seus vencimentos como assessor para assuntos de fauna da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Em meio aos cães, todos chamados pelo nome, o ativista desfila histórias particulares de um por um. Conta o caso do Oscarzinho e da Baianinha, que no início do ano passado tiveram a dona, moradora de rua, atendida às pressas pelo Samu.

O casal de vira-latas invadiu a ambulância para não sair de perto da dona e Franklin foi chamado para ajudar a controlar a situação. Da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Esplanada, a mulher foi transferida para hospital de Sergipe. Infelizmente, não se restabeleceu. Conta ainda o encontro com Silvinha, cadela atropelada no alto da Avenida Afonso Pena e largada à própria sorte. Entre os sobreviventes estão vários cachorros jogados no Arrudas e resgatados a rapel. Franklin não mede esforços para salvar a vida dos bichos.

Família e amigos apoiam o trabalho
Há dez anos Franklin não viaja. Não tem como deixar a casa e o compromisso assumido com os bichos. Além do apoio da mãe, fiel escudeira, tem na namorada, Vera Lúcia, de 49, importante aliada para dar conta da causa. “É minha cúmplice nessa história”, considera. O técnico em meio ambiente afirma que sem ajuda seria impossível se manter firme em seu trabalho voluntário.

Ele cita com carinho o amparo dos doutores Tereza, Marcos Vivian e Daniele, além dos auxiliares Beto, Ronaldo e Eliane. Mas o ambientalista também ouve críticas à sua atitude: “Por que fazer tanto por animais e não por pessoas?”. A resposta está na ponta da língua: “Enquanto várias pessoas tem a competência, o coração, para cuidar das crianças, dos idosos, eu tenho para cuidar dos animais. E acredito que, assim, acabo fazendo o bem para muitas pessoas que gostam e respeitam o direito de viver de todos os bichos”, avalia.

Para o mantenedor da casa de número 87, não há covardia maior que o abandono. “O animal que teve uma casa e depois vai para a rua cai em depressão. Sua imunidade fica baixa, ele adoece e morre”, afirma.
Embora firme na batalha por um novo lar para a família, o filho da dona Iracema não dá conta de esconder o incômodo com o momento difícil que atravessa com a ação de despejo. Fala com excitação e emenda um assunto no outro, num pedido de socorro. Como se quisesse que sua angústia coubesse numa página de jornal.

FEIRA DE ADOÇÃO

As feiras de adoção promovidas uma vez por mês por Franklin Oliveira e seu grupo de proteção aos animais têm sempre grande frequência. A razão do sucesso é a força que o ambientalista vem reunindo com simpatizante da causa nas redes sociais da internet. O blog Francisco e um Assis (franklineumassis.blogspot.com) tem mais de 200 acessos diários. Desde 2009, é lá, em território virtual, a vitrine para as ações e adoções promovidas pela salvação de todos os bichos. Muito bem organizada, a galeria de animais em busca de um novo lar anuncia: “Aqui você visualizará os vários animais disponíveis para adoção. São cães, gatos, cavalos e outros. Os critérios para adoção são: entrevista, assinatura do contrato de responsabilidades e reembolso do valor equivalente a uma vacina óctupla. Todos os animais estão vacinados, vermifugados e com exame negativo para leshmaniose”.

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